domingo, 22 de julho de 2007

Práticas Espirituais para Ativistas Sociais


Por Joanna Macy, 1985 - Segunda Parte

A Grande Bola de Mérito

A compaixão, que é dor pela dor alheia, é só uma cara da moeda. A outra cara é a alegria com a alegria alheia – o que no Budismo é chamado de mudita.

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Aprendendo a olhar-nos uns aos outros

Este exercício deriva da prática budista das Brahma-viharas, também cohecida como as Quatro Moradas do Buda, que são a bondade amorosa, a compaixão, a alegria pela alegria dos outros e a equanimidade. Adaptada para ser usada de forma interativa em um contexto social, ajuda a ver-nos uns aos outros mais verdadeiramente e a experienciar as profundezas das nossas interconexões.

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sábado, 21 de julho de 2007

Práticas Espirituais para Ativistas Sociais


Por Joanna Macy, 1985 - Primeira Parte

Para curar as nossas sociedades, as nossas psiques precisam curar-se também. Assombrados pelas desesperadas exigências do nosso tempo e esmagados por mais compromissos dos que podemos facilmente levar adiante, talvez possamos nos perguntar onde encontrar tempo e energias para disciplinas espirituais. Poucos de nós sentem-se livres para ir a claustros ou almofadas de meditação em busca de uma transformação pessoal.

Não precisamos afastar-nos do mundo ou passar longas horas em oração ou meditação solitárias para começarmos a despertar para o poder espiritual que está em nós. As atividades e encontros da nossa vida diária podem servir como ocasiões para este tipo de descoberta. Gostaria de compartilhar cinco exercícios simples que podem ajudar nisto.

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sábado, 23 de junho de 2007

O Budismo e a revolução por vir


Por Gary Snyder, 1969


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A grande conquista do Ocidente foi a revolução social; a do Oriente o insight individual sobre o vazio essencial de um eu. Necessitamos de ambas. Ambas estão contidas nos três aspectos tradicionais do caminho do Dharma: a sabedoria (prajña), a meditação (dhyâna) e a moralidade (sîla). A sabedoria é o conhecimento intuitivo da mente de amor e claridade que jaz debaixo das ansiedades e as agressões dirigidas pelo ego. A meditação é ir até o âmago da mente para ver isto tudo por si mesmo – uma e outra vez, até que se torne a mente em que a pessoa reside. A moralidade é levar isto de volta para o dia a dia na maneira como se vive, através do exemplo pessoal e a ação responsável, e em última instância até a verdadeira comunidade (sangha) de “todos os seres”.

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terça-feira, 22 de maio de 2007

O que é o Budismo Engajado?


Por Budismo Socialmente Engajado ou, simplesmente, Budismo Engajado entende-se o envolvimento ativo por parte dos praticantes budistas na sociedade e seus problemas, visando aliviar a dor dos outros, transformar as raízes que produzem injustiça e exploração e promover a paz, a igualdade, a solidariedade, os direitos humanos e a harmonia entre todos os seres.

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segunda-feira, 21 de maio de 2007

O que é a Rede Brasileira de Budistas Engajados?


Antes de mais nada, um estado de espírito. Uma energia coletiva de conscientização sobre a realidade do mundo e o país em que vivemos, uma onda de compaixão, amor verdadeiro e equanimidade para enfrentar a injustiça social, a exclusão, a exploração e a violência em todas as suas formas e manifestações.


O objetivo da rede é levar a energia de compaixão e amor do Budismo Engajado para a imensa legião de excluídos, explorados e sofredores do Brasil, como primeiro passo para o enraizamento dela na América Latina e para contribuir, de mãos dadas com todas as forças que integram o movimento brasileiro de direitos humanos, a transformar os corações e as mentes plantando e cultivando as sementes da paz, a igualdade, a solidariedade e a harmonia entre todos os seres, os únicos alicerces sobre os quais pode se sustentar uma sociedade realmente justa e democrática.

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