Mostrando postagens com marcador levante tibetano. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador levante tibetano. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 22 de junho de 2009

A new golden age for Tibet (música e vídeo de apoio ao Free Tibet Campaign)

(Nota: Música e vídeo de Paulo Stekel. A música foi feita por Paulo Stekel para ser um apoio ao trabalho da ONG Free Tibet Campaign – Londres – e do movimento Tibete Livre Brasil, que a representa por aqui. A música é pública e pode ser utilizada de modo não-comercial por qualquer ONG, ativista, blogueiro ou simpatizante da causa tibetana, como forma de aumentar a conscientização quanto ao sofrimento do povo do Tibete. Fotos do vídeo cedidas por Free Tibet Campaign, Pedro Saraiva, Falsalama, Phil Kirk e Paulo Stekel.)



“Uma nova era dourada para o Tibete”. Uma trilha sonora para a liberdade tibetana... por Paulo Stekel.

Neste vídeo, Paulo Stekel, músico, jornalista e coordenador geral do movimento Tibete Livre Brasil, apresenta a música “A new golden age for Tibet”, sintonizada para ajudar na luta em prol da liberdade do povo tibetano.



http://www.youtube.com/watch?v=bME0-__imuk

A música é de uso público e pode ser utilizada não-comercialmente por todas as ONGs de ajuda à causa tibetana pelo mundo, bem como por jornalistas, blogueiros e demais apoiadores do movimento Free Tibet em todo o planeta.

A música pode ser baixada gratuitamente no link:

http://www.4shared.com/file/113293249/72856b0a/A_new_golden_age_for_Tibet.html

Abaixo, a tradução do texto em inglês que aparece no vídeo:

“O Tibete era um antigo país do tamanho da Europa Ocidental, quando foi invadido pelo Exército Popular de Libertação da China, em 1950. Um lugar com uma cultura, história e identidade únicas, o Tibete tem mudado dramaticamente devido à invasão e ocupação chinesa. Não só muitos tibetanos têm perdido sua vida, como os tibetanos no Tibete não gozam dos direitos humanos básicos, e as autoridades chinesas introduziram políticas pelas quais a cultura, a linguagem e os recursos naturais tibetanos estão a ser sistematicamente e irrevogavelmente erodidos.
Exércitos contra monges ... Existe alguma chance para um Tibete Livre?
A esperança nunca morrerá no coração compassivo tibetano...
Acesse Free Tibet: www.freetibet.org
É possível paz, direitos humanos e liberdade no Tibete? Sim, é possível, se você aderir a esta causa agora...
Então, diga ao governo chinês:
Pare as execuções!
Pare com a tortura no Tibete!
Liberdade para os presos políticos!
Salve a língua, a cultura e a religião tibetana!
Tanto a música quanto o vídeo são a contribuição de Paulo Stekel para a liberdade no Tibete. Divulgue esta causa!”

Dúvidas e informações: pstekel@gmail.com

Tashi delek!!!

quarta-feira, 11 de março de 2009

Tibete, um ano depois

Rodrigo Araujo Corrêa
(Professor e Jornalista)



10 de março é um dia especial para os tibetanos: marca o levante, em 1959, contra o domínio chinês no Tibete, invadido em 1950. Ano passado, milhares de cidadãos foram novamente às ruas em diversas partes do país manifestar seu descontentamento com a situação. A resposta do governo foi dura - como seria também em outras datas ao longo do ano.

Não faz muito, a ONG Tibetan Centre for Human Rights and Democracy (TCHRD) apresentou seu mais recente relatório anual sobre violações aos direitos humanos no Tibete, referente a 2008. Entre o saldo reportado, temos: mais de uma centena de tibetanos mortos em diferentes manifestações; 6500 prisões, e 190 condenações por períodos que variam de três meses a prisão perpétua. Uma dezena de mortes ligadas à suposta tortura – a descrição dos casos choca. Mais de mil desaparecidos. O governo chinês, a respeito dos protestos, conforme revelou Zero Hora em 26 de fevereiro, ‘afirma que a ação dos revoltosos deixou 19 mortos (18 civis e um policial) e não fala de vítimas da repressão das autoridades’. Além disso, admite apenas a detenção e condenação de 80 pessoas.

É uma pena: o triste quadro – não importa o lado em que se acredite - poderia ter sido completamente evitado, nem mesmo existir, caso o governo da China deixasse os tibetanos tomarem conta de si mesmos, terem um governo autônomo, como no passado. Nenhum grito de dor teria sido ouvido, nenhum excesso teria sido cometido – e não falo apenas da polícia chinesa, alguns manifestantes tibetanos também ‘perderam a cabeça’. Nem mesmo talvez fosse significativo o número de pessoas que saem à rua relembrar o 10 de março. E, caso o Tibete não tivesse sido invadido, nem mesmo haveria de ser marcante tal data. Porém, a realidade é bem diferente e toca a muitos.

Neste ano, as mobilizações continuam, tanto no exterior – como mostrou ZH em 26 de fevereiro – quanto no próprio Tibete – como confirmam visitas ao site da TCHRD -, mesmo sob imprevisíveis consequências. Em 16 de fevereiro, por exemplo, quinze manifestantes foram presos após uma marcha pacífica de duas horas pela praça central da cidade de Lithang. O crime? Carregar um retrato do Dalai Lama e desejar em alto e bom tom a sua volta, além da independência tibetana. O Dalai, por sua vez, já afirmou que se contentaria com o retorno da autonomia. Mas as autoridades de Pequim não negociam a sério.

A ONU é bastante articulada para pressionar o Irã. E os clamores tibetanos, quando ouvirá?