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quinta-feira, 13 de março de 2008

A Paz Começa Aqui - Terceira Parte


Palestinos e israelenses escutando-se uns aos outros


Por
Thich Nhât Hanh*

Nós temos nosso próprio território de paz dentro de nós, que é composto de cinco reinos - nosso corpo, nossos sentimentos, nossas percepções, formações mentais e consciência. Temos que trazer paz ao nosso corpo e remover seus conflitos, tensão e dor. Existem também muitas tempestades, aflições e dor no reino de nossas emoções. Temos que aprender a trazer a paz para esse território de sentimentos e emoções.

Quando eu olho para a minha caneta, eu tenho uma percepção dela. Se minha percepção corresponde fa realidade da caneta ou não é uma questão real - por que vivemos com muitas percepções errôneas. Acreditamos que somos os únicos a sofrer, que os outros estão nos fazendo sofrer e que eles não sofrem de jeito nenhum. Este é um tipo de percepção errônea. Se acharmos tempo para inspirar e expirar e encontrar a paz em nós mesmos, poderemos ver que as outras pessoas também sofrem enormemente, assim como nós, e precisam ser ajudadas, não punidas. Por isso a paz não poderá ser possível sem a remoção dos elementos de percepção. Quando nossas percepções nascem da raiva e do medo, elas não podem ser chamadas de percepções corretas. Por sua vez, nossas percepções erradas dão origem ao medo, à raiva e ao desespero, que podem nos levar a cometer atos de violência, punição e morte. Por causa disso, é muito importante praticar a meditação sentada e andando, para podermos trazer paz aao reino das nossas percepções e remover os elementos errôneos.

Continua... (Para ler o texto na íntegra, clique aqui)

* Trecho do livro Peace Begins Here: Palestinians and Israelis Listening to Each Other, publicado pela Parallax Press.


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sexta-feira, 12 de outubro de 2007

Entrevista à Monja Coen: “A vida em harmonia com a própria vida”

Por Paulo Stekel

Monja Coen Sensei é missionária oficial da tradição Soto Shu - Zen Budismo, com sede no Japão, e é a Primaz Fundadora da Comunidade Zen Budista, criada em 2001. Foi ordenada monja em 1983, quando foi para o Japão, lá permanecendo por 12 anos, sendo 8 dos primeiros anos no Convento Zen Budista de Nagoia, Aichi Senmon Nisodo e Tokubetsu Nisodo.

Retornou ao Brasil em 1995, e liderou as atividades no Templo Busshinji (São Paulo), sede da tradição Soto Shu para a América do Sul, durante seis anos. Foi, em 1997, a primeira mulher e primeira pessoa de origem não japonesa a assumir a Presidência da Federação das Seitas Budistas do Brasil, por um ano.

Participa de encontros educacionais, interreligiosos e promove a Caminhada Zen, em parques públicos, com o objetivo de divulgação do princípio da não-violência e a criação de culturas de paz, justiça, cura da Terra e de todos os seres vivos.

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quinta-feira, 4 de outubro de 2007

A Paz Começa Aqui


Palestinos e israelenses escutando-se uns aos outros


Por Thich Nhât Hanh*

Eu vivi durante duas guerras do Vietnã e sei o que é a guerra - você nunca sabe se estará vivo esta tarde ou à noite. Existe medo, raiva e desespero. Se você não conseguir lidar com essas coisas, não conseguirá sobreviver. É por isso que a nossa prática é fazer um pic-nic aqui e agora, sem esperar. É possível para os israelenses e palestinos fazerem um pic-nic para que todos possam aproveitar cada momento? Acho que sim.

O pic-nic pode estar acontecendo agora mesmo, neste exato momento. Uma bomba pode explodir hoje, mas, mesmo assim, faremos nosso pic-nic. Estamos todos juntos sentados aqui. Não há nada a fazer. Apenas sentir o prazer de estarmos sentados, sem preocupação - por que sentar-se é um prazer. Ouvir alguém falar também é um prazer. Não precisamos aprender nada, passar em nenhuma prova ou ter diploma. Apenas sentamos e aproveitamos a inspiração e a expiração, ouvindo alguém falando sobe paz. Não é minha intenção dar a ninguém idéias sobre a paz; vocês já estão cheios de idéias. Nossa intenção é sermos paz, aqui, nesse presente instante.

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Para ler a primeira parte do texto na
íntegra, clique aqui.

Para ler a segunda parte do texto na
íntegra, clique aqui.

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sábado, 22 de setembro de 2007

Por Favor, Chama-me Pelos Meus Nomes Verdadeiros


Por Thich Nhât Hanh, 1988

Eu tenho um poema para você. Este poema é sobre três pessoas. A primeira é uma menina de doze anos, uma entre os boat people cruzando o Golfo do Sião. Ela foi estuprada por um pirata e se jogou no mar. A segunda pessoa é o pirata, que nasceu em uma aldeia distante da Tailândia. E a terceira pessoa sou eu.

Eu estava muito irritado, mas não pude tomar partido contra o pirata. Se pudesse teria sido mais fácil, mas não pude. Percebi que se eu tivesse nascido nesta aldeia e tivesse vivido uma vida similar – do ponto de vista econômico, educacional, etc. – é quase certo que seria hoje aquele pirata. Portanto, não é fácil tomar partido. A partir do meu sofrimento, escrevi esse poema. É chamado Por Favor, Chama-me Pelos Meus Nomes Verdadeiros, por que eu tenho muitos nomes e quando você me chamar por qualquer um deles, terei que dizer “sim”.


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(Clique aqui e leia na íntegra este texto clássico considerado uma referência do Budismo Engajado)

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sábado, 8 de setembro de 2007

Economia Budista


Por Ernest Friedrich Schumacher, 1966


Um "meio de vida correto" é um dos pressupostos estabelecidos pelo Buda para o Nobre Caminho Óctuplo. Pode-se, portanto, falar com razão em uma ciência econômica budista.

(...) Aparentemente, não há ninguém que pense que um modo de vida budista exija uma economia budista, da mesma forma que o modo de vida materialista moderno gerou a economia moderna.

Os próprios economistas, como a maioria dos especialistas, sofrem normalmente de uma espécie de cegueira metafísica que faz com que dêem por certo que a deles seja uma ciência baseada em verdades absolutas e imutáveis, sem nenhum pressuposto.

Continua... (Clique aqui e leia na íntegra este texto clássico da economia contemporânea que inspirou profundamente o movimento do Budismo Engajado).

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