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segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Gaza: exijamos o fim do massacre!


Ao observarmos o massacre de Gaza com horror e assustados com a rápida e descontrolada espiral da crise, uma coisa é certa: essa violência só causará mais sofrimento entre os civis e uma escalada do conflito.

É preciso encontrar outra solução. Até agora, mais de 370 pessoas já morreram e outras centenas foram feridas. Pela primeira vez, os mísseis estão atingindo a cidade de Ashdod, no interior de Israel, e ambos os lados do conflito estão se mobilizando para uma invasão. Começou uma reação mundial, mas será preciso mais do que palavras: não haverá o fim da violência imediata, nem a garantia de paz geral sem uma firme mobilização da comunidade internacional.

Estamos lançando hoje uma campanha emergencial que será entregue ao Conselho de Segurança da ONU e às principais potências mundiais, pedindo medidas para garantir o cessar-fogo imediato, atenção à escalada dessa crise humanitária e providências para que se possa chegar à paz real e duradoura na região.1 Siga o link abaixo agora mesmo para assinar o abaixo-assinado emergencial e enviá-lo a todas as pessoas que você conhece:

http://www.avaaz.org/po/gaza_time_for_peace

Após oito ou mais anos de diplomacia americana e internacional sem resultados, que levaram ao dia mais sangrento de Gaza já registrado pela memória recente, precisamos levantar um protesto mundial exigindo que os líderes mundiais façam mais do que emitir declarações, para que possam garantir a paz nessa região. A ONU, a União Européia, a Liga Árabe e os EUA devem agir juntos para garantir um cessar-fogo, inclusive dando fim aos ataques de mísseis em Israel e abrindo os pontos de travessia de fronteiras para obtenção de combustíveis, alimentos, medicamentos e outras remessas de ajuda humanitária.

Com a posse do novo presidente americano em menos de um mês, surge uma oportunidade real de reviver os esforços de paz. As recentes hostilidades exigem não apenas um cessar-fogo imediato, como também um compromisso de Obama e outros líderes mundiais de que a resolução do conflito entre Israel e Palestina terá prioridade máxima em suas agendas. Diante do impacto desse conflito contínuo em todo o mundo, isso é o mínimo que devemos exigir.

Em 2006, fizemos uma mobilização pelo cessar-fogo no Líbano. Durante anos, temos trabalhado por uma paz justa e duradoura, publicando outdoors e anúncios em Israel e na Palestina. Agora, entrando no novo ano de 2009, precisamos nos mobilizar novamente para exigir a resolução pacífica e duradoura do conflito, em vez da escalada da violência. Siga este link para incluir seu nome do pedido de paz:

http://www.avaaz.org/po/gaza_time_for_peace

Todos os lados do conflito continuarão a agir assim como antes se acreditarem que o mundo vai permitir que eles continuem com essa postura sem fazer nada para detê-los. Dois mil e nove será um ano em que as coisas poderão ser diferentes. Diante dessa crise e das possibilidades de um novo ano, é hora de exigir o cessar-fogo e trabalharmos juntos para finalmente dar fim a esse ciclo de violência.

Com esperança e determinação,

Brett, Ricken, Alice, Ben, Pascal, Paul, Graziela, Paula, Luis, Iain e toda a equipe da Avaaz


1 Entre as medidas adicionais possíveis estão: uma resolução formal do Conselho de Segurança em vez da emissão de uma declaração à imprensa, como a de 28 de dezembro de 2008; pressão internacional explícita nas esferas pública e privada para que as partes conflitantes acabem com as hostilidades, inclusive elaborando termos claros para a retomada das negociações (ver também este artigo em inglês: http://www.jpost.com/servlet/Satellite?cid=1230456497503&pagename=JPost/JPArticle/ShowFull); supervisão internacional da fronteira em Rafah; e, com o tempo, uma resolução detalhada do Conselho de Segurança estabelecendo os termos do direito internacional para a paz permanente entre Israel e a Palestina.

sábado, 28 de junho de 2008

Contribuamos a impedir um “choque de civilizações”!


Transmitimos o seguinte apelo da organização-não-governamental Avaaz, convidando tod@s a contribuirem à paz no Oriente Médio e no mundo inteiro.


Dizem que a humanidade esta sofrendo um crescente “choque de civilizações” entre o Islã e o Ocidente. Mas o choque não é cultural e sim político e juntos podemos impedir que ele aconteça.

Mas por onde começamos? O maior símbolo desse choque é o conflito Israelense-Palestino e ele já está durando tempo demais: é hora de tomarmos uma iniciativa.

Assista nosso vídeo e assine a petição. Quando lideres internacionais se reunirem no fim de março, nossa mensagem será entregue de uma forma que eles não esquecerão.


Para assistir o vídeo e assinar a petição, clique no link abaixo:


http://www.avaaz.org/po/stop_the_clash


Contribua você também a impedir um “choque de civilizações”... Só há UMA civilização: a da nossa Mãe Terra que engloba todos os seres!


Fonte: Avaaz

quinta-feira, 20 de março de 2008

Lama Padma Samten fala sobre o Conflito no Tibet


Queridos todos,

Nós budistas estamos aspirando que haja uma solução pacífica para os recentes conflitos no Tibete. Esses eventos me lembram os anos 60 e 70, quando nós tivemos uma repressão muito grande também aqui no Brasil. Na medida em que o governo militar estabeleceu um regime de exceção, no qual a opinião da população não importava, sempre que a população se manifestava de algum modo havia um temor, um verdadeiro medo por partes das autoridades.

Agora, quando eu vejo as notícias, quando vejo as imagens que vêm do Tibete, me vêm à mente essas lembranças. É como se eu estivesse vendo nos chineses, os militares brasileiros dos anos de 60 e 70: um regime fechado, no qual as pessoas tinham grandes dificuldades de expressar suas opiniões. Era um tempo em que falar em paz ou anistia era uma grande subversão.

Quando eu vejo os monges tibetanos, pacificamente, manifestando o que eles acham melhor par o seu país, sua cultura, seus parentes e para o budismo, eu vejo o medo dos chineses de que, repentinamente, a população ache que possa ter opiniões, possa ter idéias. Não só as populações tibetanas dentro da China, mas também outras minorias poderiam eventualmente começar a se manifestar. Eu acredito que há uma tensão desnecessária.

Vocês observem o que aconteceu no Brasil: à medida que nós fomos liberando essa veia autoritária, esse processo autoritário, isso custou susto para muitas pessoas e para os militares também, mas o Brasil melhorou. Hoje nós somos capazes de expressar nossas opiniões sem sustos. Somos capazes de viver conflitos de opinião. Chegamos até mesmo a depor um presidente, sem que houvesse realmente um rompimento da ordem pública.

Nós podíamos rezar pelos chineses, para que eles pudessem passar por esse período de tremor de forma digna. Rezar para que eles não se valessem da violência, que abandonassem esses meios negativos e que pudessem acolher. Se os tibetanos são chineses, como eles consideram, porque não podem expressar suas opiniões? Que seja permitido aos tibetanos expressar suas idéias.

Na verdade, os governos se legitimam por sua capacidade de acolher a opinião do povo e expressar isso da melhor forma. Eu acho maravilhoso que os tibetanos tenham essa coragem, tenham essa disposição de se manifestar e expressar claramente o que eles aspiram. Do mesmo modo, eu aspiro que o governo chinês manifeste a coragem de acolher, conversar sobre isso e encontrar a forma adequada de resolver essas tensões, que são, na verdade, tensões mínimas.

O movimento dos monges é um movimento pacífico. A índole do povo tibetano é pacífica. Sua Santidade, o Dalai Lama, aspira o benefício de todos os seres. Neste momento, eu gostaria de pedir a todos vocês que dediquem suas práticas e seus pensamentos à longa vida de Sua Santidade, este grande mestre budista, um mestre da Paz, independente de sua condição de monge budista, completamente respeitado por todas as tradições religiosas, prêmio Nobel da Paz em 1989. Que nós possamos ter em mente essa obra extraordinária que ele tem feito e este exemplo de grande qualidade.

Em todos esses anos, desde a anexação do Tibete pela China, ele tem desenvolvido sempre uma atitude pacífica. Ele sempre se refere às autoridades chinesas como seus amigos de amanhã. Ele não desenvolve nenhuma animosidade, nenhuma hostilidade. Para os budistas seria muito estranho desenvolvermos hostilidade em relação aos nossos adversários, porque aqueles que lutam contra nós, que nos trazem grandes dissabores, grandes desafios, são nossos professores. É isso que Sua Santidade tem nos ensinado.

Eu aspiro que não nos falte essa compreensão; que não geremos sentimentos negativos, que não tornemos nosso coração apertado e excludente. Isso seria uma tristeza para o nosso grande mestre, que é Sua Santidade, o Dalai Lama. Nós não deveríamos permitir que a ação negativa de alguns tornasse o nosso coração negativo também. A maior batalha, a maior dificuldade, se dá dentro da nossa mente, de tal modo que nós possamos nos manter estáveis, lúcidos, sempre praticando as quatro qualidades incomensuráveis de Compaixão, Amor, Alegria e Equanimidade, em todas as direções.

Agora eu vou fazer a prece das Sete Linhas, aspirando que Sua Santidade mantenha a estabilidade, que os tibetanos tenham a coragem de seguir manifestando de um modo equilibrado e pacífico as suas opiniões e conquistem um espaço em que suas opiniões importem e que as autoridades chinesas conquistem a coragem de dialogar, de entender as opiniões de seus próprios cidadãos. Peço a todos que se unam a essa prece, porque ela tem poder. Com certeza, Guru Rinpoche, o protetor do Tibete, vai ajudar a todos. Peço que os praticantes de todos os CEBBs dediquem suas práticas e façam acumulação do mantra de Guru Rinpoche, aspirando uma resolução elevada para os fatos que nós estamos vivenciando.

Muito obrigado!

Lama Padma Samten

8 de março de 2008

Viamão, Rio Grande do Sul


Prece de Sete Linhas


HUNG OR DJEN IUL DJI NUB DJANG TSAM
HUNG

Na fronteira noroeste do país de Ordjen,
PE MA GUE SAR DONG PO LA
no coração de pólen de uma flor de lótus,
IA TSEN TCHOG GUI NGÖ DRUB NIEI
Você obteve o mais excelente e maravilhoso siddhi.
PE MA DJUNG NE JEI SU DRAG
Renomado como Aquele que Nasceu do Lótus,

KOR DU KA DRO MANG PÖ KOR
você está cercado por um séquito de muitas dakinis.
TCHED TCHI DJEI SU DAG DRUB TCHI
Enquanto pratico, seguindo seus passos,
DJIN DJI LOB TCHIR JEI SU SOL
Rogo que se aproxime para conceder suas bençãos!
GURU PE MA SI DI HUNG
Ó Guru Pema, conceda-me siddhis!

sexta-feira, 19 de outubro de 2007

O poder da não-violência


Por Shaazka Beyerle e Cynthia Boaz

Não causou surpresa a junta de Mianmar ter reprimido violentamente a "revolução açafrão". Os generais tinham perdido toda a credibilidade aos olhos de sua população e lhes restava apenas uma única ferramenta de controle -a repressão.

Mas independente de quantas armas e tanques disponham, os generais ainda dependem de soldados comuns para a realização do trabalho sujo. A história ensina que assim que pessoas suficientes deixarem de se importar com suas ordens, ou trocarem de lado, o poder da junta se desintegrará.

Segundo este ponto de vista, a revolução açafrão não acabou, ela apenas começou.

Continua... (Clique aqui e leia o texto na íntegra)


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