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quarta-feira, 7 de abril de 2010

Tibete Livre - Brasil envia email oficial a Google Brasil sobre protesto no Rio de Janeiro





Enviamos no dia de hoje um email à empresa Google Brasil (representante em nosso país da internacional Google) solicitando informações sobre o posicionamento da empresa quanto ao governo chinês, que impôs uma brutal censura à Internet e às atividades da empresa Google naquele país recentemente. Tal atitude é uma entre as muitas típicas da política repressiva chinesa não só quanto ao Tibete ocupado, mas quanto ao próprio povo chinês.

O email foi enviado ao Sr. Felix Ximenes, Diretor de Comunicação da Google Brasil. Aguardamos, a partir de agora, uma resposta oficial, e a publicaremos aqui assim que (e se) nos for enviada.

Fraternalmente,

Paulo Stekel
(Coordenador Geral - Mov. Tibete Livre - Brasil)




Abaixo, a mensagem enviada:


---------- Mensagem encaminhada ----------
De: Tibete Livre Brasil
Data: 7 de abril de 2010 19:54
Assunto: Protesto contra a visita de Hu Jintao ao Brasil no Rio de Janeiro
Para: cfximenes@google.com
Cc: contato@agenciaideal.com.br


Prezado sr. Felix Ximenes,

Sabendo da situação atual da empresa Google na China continental, informamos de nossa atividade de protesto em frente ao Consulado da China, na cidade do Rio de Janeiro, no próximo dia 14 de abril, por ocasião da visita oficial a nosso país do Presidente da China, Hu Jintao.

Estamos enviando ao sr. esta mensagem por sugestão de vários ativistas e cidadãos brasileiros indignados com o tratamento do governo chinês ao Tibete, ao povo chinês, à Internet e à Google, impondo uma censura inadmissível à Internet naquele país e ainda querendo a cumplicidade de uma empresa séria como a Google.

Nosso protesto tratará da censura na China como um todo, incluindo a Internet. Muitos cidadãos brasileiros externaram a sensação de que a empresa Google, se ainda não se tornou uma empresa "Free Tibet friendly", pelo menos quer deixar claro que a liberdade naquela região é imprescindível para o futuro da liberdade no mundo todo.

Representando o Movimento Tibete Livre - Brasil (braço brasileiro da ONG inglesa "Free Tibet Campaign", Londres), gostaríamos de saber a posição da empresa Google quanto à situação atual de censura na China e no Tibete ocupado.

Agregamos a isto uma aspiração que, ainda que possa parecer utópica, é muito desejada por milhares de ativistas dos direitos humanos que também são fãs de todos os produtos e serviços Google: um apoio a nosso protesto, cujos objetivos estão esclarecidos na mensagem-padrão abaixo que está sendo repassada para todo o Brasil e, em inglês, para todo o mundo.

Certo de recebermos uma pronta resposta corporativa atenciosa e enaltecedora da liberdade, despedimo-nos.

Paulo Stekel
(Coordenador Geral do Movimento Tibete Livre - Brasil)

........................................................

Movimento Tibete Livre – Brasil
representando no Brasil a ONG inglesa Free Tibet Campaign

http://tibetelivrebrasil.blogspot.com

convida todos os defensores dos direitos humanos para o
Protesto contra a visita de Hu Jintao ao Brasil

Dia 14 de abril, das 16h às 18h, em frente ao
Consulado Geral da China na cidade do Rio de Janeiro

Com a presença de Paulo Stekel, o Coordenador Geral do Movimento Tibete Livre – Brasil, que no Brasil representa a ONG inglesa Free Tibet Campaign

O protesto pacífico ocorrerá em frente ao:
Consulado Geral da China‎
Rua Muniz Barreto, 715 – Botafogo - Rio de Janeiro - RJ, Brasil


Recomendações: O protesto será PACÍFICO. A coordenação geral pede que todos levem velas para serem acesas durante o protesto. A coordenação ainda pede que todos que puderem levem a Constituição da República Federativa do Brasil, para que seja lido em voz alta o Capítulo I, intitulado “Dos Direitos e Deveres Individuais e Coletivos”, para que o governo chinês saiba que em nosso país não somos uma ditadura, mas sim um país governado por homens livres e sob os olhos atentos de seu próprio povo! Os budistas que participarem do protesto podem ir paramentados com suas roupas cerimonias (zen, tchuba, etc.), bandeiras do Brasil e do Tibete, banners e cartazes pedindo a libertação do Tibete e o respeito aos direitos humanos naquele país invadido.


A principal frase de ordem do protesto será: “Hu Jintao, Tibet will be free after the fall of the Chinese dictatorship!”; “Hu Jintao, o Tibete será livre após a queda da Ditadura chinesa!” Além da frase de ordem, dita em português e inglês, os budistas que participarem do evento poderão entoar mantras tibetanos, como o mantra principal do Tibete Livre, “om mani peme hung”, o mantra de Avalokiteshvara (Chenrezig), patrono do Tibete.

Em caso de interferência policial: A coordenação pede que todos se mantenham CALMOS, PACÍFICOS, ORDEIROS, CORTESES e invoquem seus direitos constitucionais à liberdade de expressão. Advogados simpatizantes da causa tibetana serão bem-vindos neste caso, para garantir que todos os direitos individuais e coletivos sejam garantidos. Pedimos que os advogados que estiverem presentes confirmem-nos por email antecipadamente, para que utilizemos de seus serviços, em caso de necessidade.

Considerações sobre a visita de Hu Jin Tao ao Brasil

No mês de abril, o presidente da China, Hu Jintao, realizará uma série de viagens oficiais por quatro países da América: Estados Unidos, Brasil, Venezuela e Chile.

Nos dias 14 e 15, Hu Jintao desembarcará em Brasília e se encontrará com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, participando da reunião dos países do Bric (Brasil, Rússia, Índia e China).

A estadia de Hu Jintao nesses países, incluindo o Brasil, marca a reaproximação diplomática com os EUA, após semanas de desentendimentos institucionais (Taiwan, Dalai Lama e desvalorização do iuan) e também o aumento dos investimentos de uma das maiores economias do mundo na América Latina. Em 2008, a região recebeu US$ 50 bilhões de aplicação econômica da China.

Contudo, a China é hoje o país que mais executa seres humanos no mundo, o que, na grande maioria dos casos, ocorre sem que os acusados tenham o mínimo direito de defesa consignado nas cartas constituicionais de quaisquer repúblicas do mundo, incluindo os países membros da ONU, organização à qual a China pertence.

A China invadiu o Tibete na década de 1950 e, desde então, submete o povo tibetano a um regime ditatorial muito cruel, com a privação das liberdades individuais, coletivas, culturais, religiosas e linguísticas, algo inadmissível em pleno século XXI.

Igualmente inadmissível é o Governo Lula apoiar uma ditadura cruel como a chinesa por causa de interesses econômicos e políticos, quando a China hoje é a principal responsável pela diminuição das exportações de produtos brasileiros, produtos genuinamente verde-amarelos, por conta da desleal concorrência dos produtos chineses, feitos na base do trabalho escravo e a salários inferiores a CEM DÓLARES, algo que no Brasil, em outros tempos, seria motivo para Guerra Civil!

Propósitos do Protesto: Dar a conhecer a Hu Jintao e camarilha a indignação do povo brasileiro em relação à política adotada pelo governo chinês quanto à questão tibetana, ao status do Dalai Lama, ao sequestro do Panchen Lama e à condução dos direitos humanos no Tibete; dar a conhecer ao governo chinês que, às expensas do atual (mas não eterno!) governo brasileiro, ideologicamente ligado à China, o povo brasileiro não aceita DITADURAS nem a privação dos DIREITOS HUMANOS, principalmente quando patrocinados pelo Estado! O tempo de Hitler, Mussolini, Salazar, Mao Tsé-Tung, Idi Amin e Saddam já se foi! O tempo da ditadura chinesa está prestes a acabar! O próprio povo chinês não aguentará ser massacrado por tantas décadas!

IMPORTANTE: O protesto será mantido mesmo com tempo chuvoso, dificuldades técnicas, intimidação policial ou decisão judicial, pois a Constituição da República Federativa do Brasil está do nosso lado!

Sobre o Consulado Geral da República Popular da China - Rio de Janeiro - RJ
Endereço: R. Muniz Barreto, 715 - Botafogo
Local: Rio de Janeiro - RJ
Pais: Brasil / CEP: 22251-090
Telefone: (0xx21) 2551-4578 / Fax: (0xx21) 2551-5736
Email: chinaconsul_rj_br@mfa.gov.cn
Site: http://riodejaneiro.china-consulate.org (última atualização em 29/12/2009)
Expediente: de Segunda à Sexta-feira: das 9:00 às 12:00 hs - Jurisdição: RJ/MG/ES/BA

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

AME A CHINA, AME O TIBETE!


Car@s amig@s,


Para os cidadãos chineses, as Olimpíadas de Pequim representam um momento de abertura ao mundo nunca vista antes. Porém, faltando apenas 10 dias para o final dos jogos, os líderes chineses devem tomar uma decisão: seguir o caminho do nacionalismo e controle ferrenho ou explorar um novo espírito de abertura e cooperação após as Olimpíadas?

O futuro da China é incerto, e os chineses que não compartilham do radicalismo precisam da nossa ajuda já. É por isso que estamos aproveitando a oportunidade para estender a mão em um gesto positivo e ético: o Aperto de Mão Olímpico, que foi iniciado pelo Dalai Lama e hoje circula pelo mundo, de mão em mão, até chegar a Pequim. Já somos mais de 150.000 participantes do aperto de mão virtual. Hoje está sendo lançando na China um website irmão que levará o aperto de mão para dentro do país, enquanto nossos anúncios da campanha “AME A CHINA, AME O TIBETE” (juntamente com os anúncios “Ame o Mianmar” e “Ame o Darfur”) estão agitando comunidades chinesas pelo mundo afora.

Agora, precisamos que pelo menos 250.000 pessoas se juntem ao aperto de mão no decorrer da semana, para oferecer à mídia internacional e chinesa um furo de notícia sem precedentes no mundo e levar nossa mensagem às cerimônias de encerramento das olimpíadas. Se você ainda não se mobilizou, junte-se ao aperto de mão inserindo seu nome abaixo e divulgando amplamente esta mensagem.

http://www.avaaz.org/po/handshake/

O aperto de mão é acompanhado por uma promessa: fazer TODOS os nossos governos responsáveis pelas atitudes que deixam de tomar em relação ao Tibete, Iraque, Birmânia etc. Entregaremos nossa mensagem através de uma corajosa campanha de mídia em Hong Kong e em todo o mundo antes das cerimônias de encerramento.

Temos somente mais uma chance de exigir de volta o espírito das olimpíadas, com a mensagem de amizade e diálogo que compartilhamos com o Dalai Lama. Quanto mais pessoas se juntarem ao aperto de mão global, mais poderosa será nossa mensagem quando ela chegar à mídia chinesa e internacional. Então, vamos passar adiante este e-mail, encorajando todos a se juntarem. “Um mundo, um sonho” ? esse ideal é maior que as Olimpíadas e está na hora de os cidadãos de todo o mundo tomarem posse novamente dele, de aperto de mão em aperto de mão.

http://www.avaaz.org/po/handshake/

Com esperança e respeito,

Paul, Ricken, Ben, Milena, Graziela, Iain, Pascal, Veronique e toda a equipe da Avaaz

P.S.: Se você estiver nos Jogos Olímpicos de Pequim ou conhecer alguém que está lá, entre em contato conosco agora mesmo pelo e-mail handshake@avaaz.org.

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

O aperto de mão olímpico - Participe!



Amig@s,

Antes mesmo de começar, as Olimpíadas de Pequim já causaram muita polêmica, principalmente por causa da situação do Tibete. As pessoas ainda não sabem o que pensar da China: um vilão dos direitos humanos ou um emergente esforçado? Esse é um momento que deveria celebrar a união dos povos, e o povo chinês merece essa oportunidade, porém o governo chinês ainda está deixando muito a desejar no campo da política internacional. A China ainda não se abriu para um diálogo significativo com o Dalai Lama, nem mudou sua atitude em relação à Birmânia (Myanmar), Darfur ou outros assuntos importantes.

Os chineses mais radicais só estão piorando a situação, dizendo que o ativismo nas Olimpíadas é antichinês e antiolímpico. Nós não podemos ficar calados, mas também não podemos deixar que os nossos esforços sejam usados como argumentos para nacionalistas preconceituosos. Por isso nossa reação é uma ação positiva, alinhada aos ensinamentos do Dalai Lama, que celebra o espírito olímpico, a união dos povos e a amizade: o aperto de mão.

Nosso aperto de mãos global começou em Londres, onde milhares de pessoas formaram uma fila gigante para passar o aperto de mão do Dalai Lama até a Embaixada Chinesa. Este aperto de mão está agora ganhando a Internet, através da qual passará por todos os continentes até chegar a Pequim. Com este aperto de mãos vamos levar uma mensagem poderosa: demandar um comprometimento de TODOS os nossos governos nos pontos onde eles são falhos, seja Tibete, Iraque, Birmânia ou qualquer outro lugar do planeta. Essa iniciativa será divulgada em Hong Kong e outras capitais do mundo. Portanto, ajude-nos a crescer: encaminhe esse email para seus amigos. Clique abaixo para ver como o aperto de mãos global começou, depois veja por que países ele já passou e assine essa corrente mundial.

http://www.avaaz.org/po/handshake?CLICKTRACK

As Olimpíadas representam uma mensagem muito bonita de confraternização e paz. Porém queremos ter certeza de que isso é mais do que um slogan bonito, de que realmente há um esforço dos nossos governantes em solucionar crises e conflitos globais. Queremos que os direitos humanos não sejam esquecidos, nem durante nem depois do fim das Olimpíadas de Pequim. Justamente por isso estamos enviando nossa mensagem: um desafio sério, porém positivo e respeitoso.

Quanto mais pessoas participarem do aperto de mãos global, mais forte será nossa mensagem quando ela chegar à imprensa chinesa e internacional. Por isso, encaminhe esse email para seus amigos com um recado pessoal, incentivando-os a participar. "Um Mundo, Um Sonho", o slogan das Olimpíadas de Pequim é um ideal que vai muito além dos Jogos Olímpicos - e ele pertence a todos nós.

Respeitosamente,

Paul, Ricken, Ben, Milena, Graziela, Iain, Pascal, Veronique e toda a equipe Avaaz

quinta-feira, 31 de julho de 2008

Agenda das protestos de luz pelo Tibete no Brasil



São Paulo

No dia 6 de agosto, quarta-feira, acontecerá em Guaratinguetá (São Paulo), em frente à Câmara Municipal, um pré-lançamento da Campanha "Acenda uma vela pelo Tibete", com início às 18:00 horas e término previsto para as 21:00 horas.

Você e todos os seus são nossos convidados! Participe dessa confraternização! Convide os amigos!

Não é preciso levar nada. Tudo deverá estar em seu coração compassivo.

Fonte: Flávio Marcondes Velloso


Porto Alegre (Rio Grande do Sul)



Olá.

Convidamos a tod@s para o ato pró-Tibete que acontecerá em Porto Alegre no dia 3 de agosto, domingo, junto aos Arcos no Parque da Redenção. Teremos faixa, cartazes, mural de fotos e bandeira tibetana (dá pra levar colaborações, quem quiser).

Acenderemos velas para representar o
desejo de liberdade para o Tibete e humanidade, e faremos uma caminhada.

Não somos contra as Olimpíadas. Somos a favor da liberdade: de expressão, de imprensa e religiosa. E pela independência ou autonomia tibetana (conforme sugere o Dalai Lama). Grandes realizações começam por pequenos atos!

Obrigado.

Digo Araújo

Contatos:
(51) 9631-8290
rodrigopoars@hotmail.com


Acenda uma vela pelo Tibete!

Na noite de 07 de agosto, véspera da abertura dos Jogos Olímpicos,
junto à janela de sua casa, no trabalho ou em local público, às 21:00 horas...
(Mas faça isso com segurança para não provocar nenhum acidente!)
Convide a sua lista! Mais de 100 milhões no mundo acenderão!
(Musical: Happiness is... Por Yungchen Lhamo)

* * * * * * *

Abaixo-assinado pela Libertação e o Fim da Violência no Tibete
(em português)
(Fotos do Levante Internacional)

terça-feira, 27 de maio de 2008

Solidariedade às vítimas do terremoto na China


Divulgamos - traduzida ao portugu
ês - a seguinte mensagem de solidariedade às vítimas do terremoto que abalou a Província do Sichuan na China, emitida por uma das maiores ONG budistas internacionais.


O terremoto de magnitude 7.9 na Província do Sichuan, no sudoeste da China, é outro golpe natural para os povos da Ásia. Desde 13 de maio, mais de 15.000 mortes foram confirmadas, mas dada a escala da destruição - o desabamento de escolas, fábricas, hospitais e condom
ínios de apartamentos, o aparente desaparecimento de inteiras aldeias no meio rural - o número de vidas perdidas irá certamente aumentar muito.

O Buddhist Peace Fellowship envia seus pésames às vítimas e às famílias de todos os desaparecidos pela terrível pot
ência dos abalos. Há ainda esperança de que mais alguns milhares possam ser resgatados vivos desde os escombros. Enviamos nossas orações e oferecemos o mérito da nossa meditação para os sobreviventes.

Às vezes as pessoas têm uma noção errada de que tremores de terra e inundações seriam misteriosas expressões de karma coletivo. Alguns desastres naturais podem muito bem ser desencadeados pela atividade humana. Os recentes aumentos do número e da gravidade das tempestades tropicais podem ser associados às alterações climáticas resultantes da nossa utilização de combustíveis fósseis. Mas no mundo em que vivemos há outras causas que não o karma. Ao olhar para o karma e pensar sobre eventos como este sisma e o ciclone Nargis na Birmânia, o mais importante é saber como vamos reagir. Podem o povo, o governo, a comunidade internacional e nós, nós mesmos, reagir rapidamente, generosamente e compassivamente?

Se deseja fazer uma oferta financeira para as vítimas do terremoto no Sichuan, doações on-line confiáveis podem ser feitas através da Cruz Vermelha de Hong Kong: www.redcross.org.hk ou também indo para www.us.tzuchi.org.


Fonte: Buddhist Peace Fellowship

segunda-feira, 7 de abril de 2008

Discurso de S. S. o Dalai Lama a todos os tibetanos


Publicamos a versão em inglês do discurso de S. S. o XIV Dalai Lama sobre a dramática situação do Tibete pronunciado domingo, 6 de abril, em Dharamsala e dirigido a todos os tibetanos.


Para ler a vers
ão original em tibetano deste texto, clique aqui.


While extending my warm greetings to all the Tibetans in Tibet, I would like to share some of my thoughts.


1. Since March 10 this year, we have witnessed protests and demonstrations in almost all parts of Tibet, even in a few cities in Mainland China by students, which are the outburst of long pent-up physical and mental anguish of the Tibetans and the feeling of deep resentment against the suppression of the rights of Tibetan people, lack of religious freedom and for trying to distort the truth at every occasion, such as saying that Tibetans look towards the Chinese Communist Party as the "Living Buddha", is an ultra leftist statement and smacks of Han chauvinism. I am very much saddened and concerned by the use of arms to suppress the peaceful demonstrations of Tibetan people's aspirations that have resulted in unrest in Tibet, causing many deaths, and much more causalities, detention, and injury. Such suppression and suffering are very unfortunate and tragic which will reduce any compassionate person to tears. I, however, feel helpless in the face of these tragic incidents.


2. I pray for all the Tibetans as well as Chinese who have lost their lives during the current crisis.


3. The recent protests all over Tibet have not only contradicted but also shattered the People Republic of China’s propaganda that except for a few "reactionaries", the majority of Tibetans enjoy a prosperous and contented life. These protests have made it very clear that Tibetans in the three provinces of Tibet, U-tsang, Kham and Amdo, harbor the same aspirations and hopes. These protests have also conveyed to the world that the Tibet issue can no longer be neglected. These protests highlight the need to find a way to resolve the issue through "finding truth from facts". The courage and determination of those Tibetans who have, for the greater interests of Tibetan people, demonstrated their deep anguish and hopes by risking everything is very commendable as the world community has acknowledged and supported the spirit of these Tibetans.


4. I deeply appreciate the acts of many Tibetan government employees and Communist Party cadres who have, without losing their Tibetan identity, shown grit and sense of what is right during the present crisis. In future, I would appeal to the Tibetan Party cadres and government employees not to look always for their personal benefit, but to work for safeguarding the larger interests of Tibet by reporting the real sentiments of the Tibetan people to their superiors in the Party and try to give unbiased guidance to the Tibetan people.


5. Presidents, Prime Ministers, Foreign Ministers, Nobel Laureates, Parliamentarians, and concerned citizens from every part of the world have been sending clear and strong messages to the Chinese leadership to stop the present ongoing harsh crackdown against the Tibetan people. They have all been encouraging the Chinese government to follow a path where a mutually beneficial solution could be reached. We should create an opportunity for their efforts to bring out positive results. I know you are being provoked at every level but it is important to stick to our non-violent practice.


6. The Chinese authorities have been making false allegations against myself and the Central Tibetan Administration for instigating and orchestrating the recent events in Tibet. These allegations are totally untrue. I have made repeated appeals for an independent and respected international body to conduct a thorough investigation into the matter. I am sure this independent body will uncover the truth. If the People’s Republic of China has any basis and proof of evidence to back their allegations, they need to disclose these to the world. Just making allegations is not enough.


7. For the future of Tibet, I have decided to find a solution within the framework of the People's Republic of China. Since 1974, I have sincerely remained steadfast to the mutually beneficial Middle-Way Approach. The whole world knows this. The Middle-Way Approach means that all Tibetans must be governed by similar administration that enjoys meaningful National Regional Autonomy and all the provisions in it, self-rule and full decision-making, except for matters concerning foreign relations and national defense. However, I have said it from the beginning that the Tibetans in Tibet have the right to make the final decision for the future of Tibet.


8. The hosting of the Olympic games this year is a matter of great pride to the 1.2 billion Chinese people. I have from the very beginning supported the holding of these Games in Beijing. My position on this remains unchanged. I feel the Tibetans should not cause any hindrance to the Games. It is the legitimate right of every Tibetan to struggle for their freedoms and rights. On the other hand, it will be futile and not helpful to anyone if we do something that will create hatred in the minds of the Chinese people. On the contrary, we need to foster trust and respect in our hearts in order to create a harmonious society, as this cannot be built on the basis of force and intimidation.


9. Our struggle is with a few in the leadership of the People's Republic of China and not with the Chinese people. Therefore we should never cause misunderstanding or do something that will hurt the Chinese people. Even during this difficult situation, many Chinese intellectuals, writers and lawyers in Mainland China and other parts of the world have sympathized and shown us their solidarity by issuing statements, writing articles and offering pledges of support that is overwhelming. I have recently issued an appeal to the Chinese people all over the world on 28th March, which I hope you will hear and read.


10. If the present situation in Tibet continues, I am very much concerned that the Chinese government will unleash more force and increase the suppression of Tibetan people. Because of my moral obligation and responsibility to the Tibetan people, I have repeatedly asked the concerned leadership of the PRC to immediately stop their suppression in all parts of Tibet and withdraw its armed police and troops. If this brings result, I would also advise the Tibetans to stop all the current protests.


11. I want to urge my fellow Tibetans who live in freedom outside Tibet to be extra vigilant as they voice their feelings on the developments in Tibet. We should not engage in any action that could be even remotely interpreted as violent. Even under the most provocative of situations we must not allow our most precious and deeply held values to be compromised. I firmly believe that we will achieve success through our non-violent path. We must be wise to understand where the unprecedented affection and support for our cause stems from.


12. As Tibet is currently virtually closed and no international media is allowed there, I doubt my message will reach the Tibetans in Tibet. But I hope through media and by word of mouth, it will be passed on to the majority of you.


13. Finally, I want to reiterate and appeal once again to Tibetans to practice non-violence and not waver from this path, however serious the situation might be.


The Dalai Lama


Dharamsala

April 6, 2008


Fonte: Dalai Lama - Site Oficial

domingo, 6 de abril de 2008

Tibete - Depois das mobilizações


Recebemos da organização-não-governamental internacional Avaaz o seguinte apelo que retransmitimos, convidando tod@s a participartem.


Amig@s,


Segunda-feira passada milhares de pessoas em 84 cidades do mundo inteiro se manifestaram pelo Tibete e entregaram nossa petição de 1.5 milhões de assinaturas em embaixadas e consulados chineses. (Clique abaixo para ver as fotos). A equipe da Avaaz entregou a petição diretamente aos diplomatas chineses em Londres e Nova York, pedindo para eles resolverem a situação com urgência.


A pressão global sobre a China está surtindo efeito, porém seus próximos passos continuam uma incógnita. Eles estão, ao mesmo tempo, considerando a possibilidade do diálogo com o Dalai Lama e buscando apoio para a repressão. Um a um presidentes e chefes de estado estão se posicionando a favor do diálogo ou da repressão. Estamos agora buscando o apoio dos nossos governantes - clique no link para enviar uma mensagem automática ao seu presidente pedindo apoio ao diálogo – aproveite para ver as lindas fotos das manifestações de segunda-feira:


http://www.avaaz.org/po/tibet_report_back/20.php/?cl=71303312


Juntos, contribuímos para um movimento global pelo Tibete. A petição da Avaaz cresceu mais rapidamente que qualquer outra petição on-line, ganhando mais de 100.000 assinaturas por dia desde que ela foi lançada dia 18 de março. Os políticos entendem bem o poder da mobilização das massas e o perigo de ignorar a voz da sociedade civil. Por isso precisamos demonstrar que eles só tem a ganhar se ouvirem nosso apelo e apoiarem o Tibete. Mobilize-se agora:


http://www.avaaz.org/po/tibet_report_back/20.php/?cl=71303312


Temos o privilegio de viver numa época em que qualquer pessoa pode levantar sua voz em apoio a outra, em qualquer parte do globo.
Se nós temos o poder de melhorar as coisas, temos também a responsabilidade de agir. Muito obrigado a cada um dos membros da Avaaz que juntos somaram 1.5 milhões de vozes pelo Tibete. Nós dá esperança saber que todos vocês são parte da solução, e não do problema, na construção de mundo mais justo.


Com esperança,


Ben, Ricken, Graziela, Galit, Paul, Iain, Pascal e toda a equipe da
Avaaz

PS. Se você tem amigos que ainda não assinaram a petição fale para eles do trabalho da Avaaz, da importância da situação no Tibete e envie o link da campanha: http://www.avaaz.org/po/tibet_end_the_violence/?cl=7130

quinta-feira, 3 de abril de 2008

Tibete: Até quando?


Recebemos de Flávio Marcondes Velloso, da União Brasileira de Escritores, o seguinte chamamento que de bom grado divulgamos.


Ao se pensar no Tibete as lembranças trazem o
glamour, a contemplação, a vertigem da espiritualidade nas alturas... No entanto, a realidade imposta ao "topo do mundo" é algo inaceitável... 50 anos subjugados pela China. 50 anos de silêncio obsequioso da comunidade internacional diante do gigante. 50 anos de afronta aos direitos humanos. 50 anos de genocídio de mais de um milhão de tibetanos. 50 anos de destruição de mais de 6 mil monastérios. 50 anos de extermínio de um povo humilde e resignado.


É hora mais do que nunca de se perguntar o que o mundo fará pelo Tibete? Onde estarão as Nações Unidas? Onde estará o Tribunal Penal Internacional? Onde estarão os países e as organizações internacionais defensoras e promotoras dos interesses globais? O Tibete não será patrimônio para a humanidade? A sua cultura, as suas tradições milenares, a sua religião, a sua filosofia de não-violência não serão um paradigma exemplar aos valores desenfreados da pós-modernidade no ocidente? Não haverá espaço na Terra para a sobrevivência do Tibete? Com a morte do 14º Dalai Lama o Tibete será definitivamente despersonalizado, desfigurado, enterrado? O Tibete não merece a atenção dos povos? Do direito internacional das gentes?


Na hegemonia do poder e da violência reinantes na Terra não haverá lugar para o pacífico Tibete? Simbolicamente acontecerá uma marcha para a retomada do país, pelos tibetanos, saindo de Dharamsala, na Índia, por volta de 10 de março desse ano de 2008, com previsão de seguir, por cinco meses, cada mês representando uma década da dominação de sangue, com chegada igualmente simbólica marcada para o dia 8 de agosto, rumo à fronteira indochinesa, instante da abertura dos Jogos Olímpicos de Pequim...


Também aproveitando esse momento único na história, após a invasão de meio século, do massacre de inocentes protagonizado pelos chineses, realizar-se-á uma "Olimpíada do Tibete", em Dharamsala, cidade sede do governo tibetano no exílio, residência oficial do Dalai Lama, seu líder político e espiritual máximo. Acontecerá de 15 a 25 de maio, como
"um pequeno passo esportivo, mas um grande salto político"... Pois o que se quer é a libertação do Tibete! Entretanto, isso só virá com a participação de todos, com a devida pressão da opinião pública mundial, com a manifestação dos cidadãos dos diversos recantos do planeta, com a mente construtiva e a esperança renovada dos seres humanos, com a sua manifestação, com a nossa, em fortalecimento a uma sucessão de fatos imprescindíveis para o restabelecimento da independência do Tibete.


O que vamos fazer? O que fará cada um de nós? No
site oficial do movimento se pode inscrever e se solidarizar com a causa - http://tibetanuprising.org. Isso nos parece ser o mínimo. Mas se pode muito mais... Igualmente assinar a petição mundial em http://www.avaaz.org/po/tibet_end_the_violence .


Para o Dalai Lama, cujo significado do título que carrega é
“oceano de sabedoria”, “certas ideologias perdem o seu sentido com o correr do tempo. Sendo a vida o nosso bem mais precioso, devemos considerar a vida do próximo como mais preciosa e mais importante ainda que a nossa. Essa observação se faz pertinente ao longo de todas as épocas. Especialmente nestes tempos atuais, sobre os quais pende a ameaça da destruição total do mundo, se apresenta cada vez mais convincente". Assim, invertendo os papéis, do nosso amor e da nossa compaixão dependem agora o Tibete e o seu povo.


Alea jacta est
, a sorte está lançada! Com a palavra, você! E não só! O que vamos conseguir dependerá de todos nós! Seremos merecedores do Tibete? As gerações futuras serão merecedoras das virtudes e riquezas do Tibete?

sábado, 29 de março de 2008

Ação Urgente: Envie seus apelos o mais rápido possível


Divulgamos o seguinte chamamento recebido de Anistia Internacional

18 de março de 2008

TEMOR DE TORTURAS E DE OUTROS MAUS-TRATOS
CHINA

Samten, 17 anos, Monastério de Lungkar, Província de Qinghai

Trulku Tenpa Rigsang, 26 anos, Monastério de Lungkar, Província de Qinghai

Gelek Pel, 32 anos, Monastério de Lungkar, Província de Qinghai

Lobsang, 15 anos, Monastério de Onpo, Província de Sichuan

Lobsang Thukjey, 19 anos, Monastério de Onpo, Província de Sichuan

Tsultrim Palden, 20 anos, Monastério de Onpo, Província de Sichuan

Lobsher, 20 anos, Monastério de Onpo, Província de Sichuan

Phurden, 22 anos, Monastério de Onpo, Província de Sichuan

Thupdon, 24 anos, Monastério de Onpo, Província de Sichuan

Lobsang Ngodup, 29 anos, Monastério de Onpo, Província de Sichuan

Lodoe, 30 anos, Monastério de Onpo, Província de Sichuan

Thupwang, 30 anos, Monastério de Darthang

Pema Garwang, 30 anos, Monastério de Darthang

Tsegyam, 22 anos, Monastério de Kashi

Soepa, 30 anos, Monastério de Mangye


Segundo a informação difundida pelo Centro Tibetano para os Direitos Humanos e a Democracia, em 10 de março foram detidos 15 monges tibetanos por manifestar-se pacificamente em Barkhor, Lhasa, capital da Região Autônoma do Tibete. Não se dispõe de informação sobre o paradeiro nem sobre as acusações que possam ter sido apresentadas contra eles. É muito grande o perigo de que sofram tortura e outros maus-tratos.

Centenas de monges começaram na segunda-feira 10 de março uma marcha do Monastério de Drepung a Barkhor. Outro grupo, no qual estavam os 15 monges agora detidos, começou sua marcha no Monastério de Sera, mas logo foram detidos. Os monges pediam que o governo relaxasse a campanha de “reeducação patriótica”, em virtude da qual têm a obrigação de denunciar o Dalai Lama e estão submetidos à propaganda governamental.

Em apoio aos detidos, iniciaram-se protestos em outros monastérios. As manifestações, as quais se incorporaram pessoas alheias ao clero, propagaram-se depois por toda Lhasa, por outras partes do Tibete e por diversas áreas das províncias vizinhas de Qinghai, Gansu e Sichuan, que possuem numerosa população tibetana. Na sexta-feira dia 14, os protestos degeneraram em violência e alguns manifestantes atacaram e incendiaram especificamente comércios de propriedade chinesa e agrediram pessoas de outros grupos étnicos.

As autoridades chinesas instaram os manifestantes a entregar-se antes da meia-noite da segunda-feira 17 de março, e prometeram que quem o fizesse seriam tratado com indulgência. Segundo a informação disponível, hoje (18 de março) as ruas de Lhasa estavam tranqüilas e vazias.

A informação disponível assegura que policiais e soldados estão revistando Lhasa, casa por casa. Testemunhas informaram ter visto pessoas serem arrastadas de suas casas. Continuam, também, chegando informes sobre distúrbios nas províncias vizinhas de Sichuan e Gansu. Outros informes asseguram que alguns policiais e soldados chineses fizeram uso excessivo da força, incluindo força letal, contra os manifestantes tibetanos em Lhasa e outros lugares. É possível que sejam cometidas novas violações de direitos humanos, pois vários efetivos militares foram transferidos para a região.

As autoridades chinesas impuseram um bloqueio quase total sobre a informação que sai do Tibete e das áreas vizinhas. Em 12 de março pararam de emitir permissões para jornalistas que desejavam entrar no Tibete. Jornalistas foram expulsos ou proibidos de exercer sua atividade em alguns distritos das províncias de Gansu, Sichuan e Qinghai, onde se propagaram os distúrbios.

O governo chinês tem o direito e a obrigação de defender todas as pessoas e suas propriedades dos atos de violência. Ao mesmo tempo, o direito internacional obriga as autoridades a abordar tais crises de forma a respeitar os direitos humanos fundamentais e os princípios de necessidade e proporcionalidade no uso da força. Por exemplo, apenas deve-se fazer uso das armas de fogo como último recurso e quando haja vidas em perigo.

O Centro Tibetano para os Direitos Humanos e a Democracia conseguiu imagens de 14 dos monges detidos. Suas fotografias podem se vistas no site do Centro em: http://www.tchrd.org/press/2008/p001.html.

AÇÃO RECOMENDADA: Por favor, envie apelos, o mais depressa possível, em mandarim, em inglês ou em português:


- instando as autoridades a libertar os 15 monges citados acima, bem como as demais pessoas detidas por exercerem pacificamente seu direito à liberdade de expressão, de associação e reunião;

- instando as autoridades a divulgar o nome das pessoas que tenham sido detidas no curso das manifestações, garantindo que não sejam torturadas nem submetidas a outros maus-tratos, que tenham acesso a advogados e a atendimento médico, e a que compareçam, sem demora, perante um tribunal independente, tendo a oportunidade de impugnar sua detenção;

- instando a garantir que sejam apresentadas acusações reconhecíveis internacionalmente contra os acusados judicialmente, e que estes sejam julgados em processos que cumpram as normas internacionais de justiça processual;

- instando as autoridades a permitirem que jornalistas e outros observadores independentes tenham acesso pleno e irrestrito ao Tibete e a outras regiões tibetanas;

- instando que permitam à ONU realizar uma investigação independente sobre os acontecimentos de março, e que nessa autorização incluam o pleno acesso aos lugares dos confrontos, a testemunhas presenciais e a detidos, e se autorize também um acesso similar a observadores independentes, entre eles jornalistas e organizações não governamentais de direitos humanos.


POR FAVOR, ENVIE APELOS PARA:

Presidente da República Popular da China

President of the People’s Republic of China

HU Jintao Guojia Zhuxi

The State Council General Office

2 Fuyoujie, Xichengqu

Beijingshi 100017,

República Popular da China

Tratamento: Your Excellency / Sua Excelência


Presidente do governo da Região Autônoma do Tibete

Chairman of the Tibet Autonomous Regional People's Government

Qiangba PUNCOG Zhuren

Xizang Zizhiqu Renmin Zhengfu

1 Kang'angdonglu

Lasashi 850000, Xizang Zizhiqu,

República Popular da China

Tratamento: Dear Chairman / Exmo Senhor Presidente



Ministro de Segurança Pública da República Popular da China

Minister of Public Security of the People's Republic of China

MENG Jianzhu Buzhang

Gong’anbu

14 Dongchang’anjie

Dongchengqu, Beijingshi 100741,

República Popular da China

Fax: +86 10 63099216 (pode ser difícil comunicar-se com este número, favor insistir)

Tratamento: Your Excellency / Sua Excelência



E CÓPIA DOS APELOS PARA:


Prefeito de Lhasa, Região Autônoma do Tibete
Mayor of Lhasa Municipal People’s Government Tibet Autonomous Region

LOBSANG Gyaincain Shizhang

Lasashi Zizhiqu Renmin Zhengfu

16 Jinjulu, Lasashi 850000, Xizang Zizhiqu, República Popular da China

Tratamento: Dear Mayor / Exmo Senhor Prefeito



Embaixada da República Popular da China

SE Sr. Chen Duqing

Embaixador Extraordinário e Plenipotenciário

SES Avenida das Nações quadra 813 lote 51

CEP: 70.443-900 – Brasília / DF

Fax: (61) 3346-3299

E-mails: chinaemb_br@mfa.gov.cn / china@opendef.com.br

Tratamento: Sua Excelência



MODELO DE CARTA:


À

HU Jintao Guojia Zhuxi

Exmo Presidente da República Popular da China



Escrevo para expressar minha preocupação pela detenção de manifestantes, inclusive os monges Samten, 17 anos, Trulku Tenpa Rigsang, 26 anos, Gelek Pel, 32 anos, Lobsang, 15 anos, Lobsang Thukjey, 19 anos, Tsultrim Palden, 20 anos, Lobsher, 20 anos, Phurden, 22 anos, Thupdon, 24 anos, Lobsang Ngodup, 29 anos, Lodoe, 30 anos, Thupwang, 30 anos, Pema Garwang, 30 anos, Tsegyam, 22 anos e Soepa, 30 anos, que teriam sido presos unicamente por exercerem pacificamente seu direito à liberdade de expressão, de associação e reunião.



Peço a S.Ex.ª que sejam divulgados os nomes e paradeiro das pessoas presas durante as manifestações ocorridas no Tibete e outras regiões tibetanas, e que os detidos tenham acesso a advogados e a atendimento médico, que compareçam sem demora perante um tribunal independente, e que tenham a chance de impugnar a detenção. Caso sejam abertos processos judiciais contra eles, solicito que sejam apresentadas acusações internacionalmente reconhecíveis, e que sejam julgados em processos que cumpram as normas internacionais de justiça processual. Além disso, apelo para que eles não corram riscos de serem submetidos à tortura ou a qualquer outro tipo de maus-tratos.



Apelo a S.Ex.ª, ainda, para que seja autorizado o acesso pleno e irrestrito de jornalistas e observadores independentes ao Tibete e a outras regiões tibetanas, e que o governo permita que a ONU realize uma investigação independente sobre os eventos ocorridos neste mês de março, com pleno acesso aos locais onde ocorreram os confrontos, a testemunhas e aos detidos. Solicito, ainda, que esta permissão seja estendida a observadores independentes, incluindo jornalistas e organizações não governamentais de direitos humanos.



Conto com sua especial atenção e agradeço, desde já, qualquer informação atualizada sobre a situação e apresento minhas cordiais saudações.



Respeitosamente,



(seu nome)

Brasil


COMO ESCREVER OS APELOS PARA AS AUTORIDADES:



1) Leia a seção "Ações Recomendadas" da Ação Urgente no mínimo duas vezes para se familiarizar com a lista específica de preocupações.



2) Seja breve. Geralmente uma página é suficiente para passar a mensagem e requerer a atenção de quem lê.



3) Vá aos fatos. Transmita os detalhes do caso como se você os conhecesse bem. Não discuta ideologia ou política. Sua mensagem precisa ser para o benefício da vítima e não para veicular suas próprias opiniões políticas. Atenha-se às orientações da AI.



4) Seja educado. Linguagem ofensiva não é efetiva. Presuma que a autoridade não está informada, mas está disposta a tentar remediar a violação dos direitos humanos.



5) Mostre respeito. É mais provável que você consiga reter a atenção do leitor mostrando respeito pela constituição e procedimentos judiciais de seu país. Se houver tido casos positivos no país (liberação de prisioneiros, por exemplo), isto pode ser brevemente reconhecido e saudado.



6) Seja claro na expressão de sua preocupação com a vítima. Você pode se mostrar fortemente contra a tortura ou outras injustiças praticadas contra um indivíduo e ainda mostrar um tom respeitoso na mensagem. Você pode presumir que a autoridade desconheça o caso da vítima e assim, mostrar sua grande preocupação com o erro que a envolve.



7) Escreva em português. É mais eficiente escrever suas mensagens em português, a menos que possa ser escrita na língua do país envolvido. Se você decidir traduzir sua mensagem para a língua do país, não deixe que isso diminua a rapidez de envio da mensagem. Lembre-se: trabalhamos com ações urgentes!



8) Escreva de modo claro. A autoridade precisa ler facilmente sua carta e, se ela for escrita à mão, assegure-se que seja simples e legível.



9) Use atalhos. Faça todo o necessário para fazer sua carta o mais rápido possível. Assim elas não serão deixadas de lado e poderão ser enviadas mais cedo. Por exemplo, no computador você pode fazer um arquivo genérico para cada tipo de preocupação expressas nas AUs (Ações Urgentes). Parágrafos sobre desaparecimentos, tortura, pena de morte, negação de cuidados médicos, etc, podem ser copiados para o arquivo de trabalho e editados, se necessário.


POR FAVOR, ENVIE APELOS IMEDIATAMENTE.

Consulte a RAU-Brasil (rau@br.amnesty.org) se for enviá-los após 29 de abril de 2008.


Caso recebam respostas de qualquer uma das autoridades sobre este caso ou de outras ações urgentes, por favor, enviem cópia para a RAU-Brasil:

e-mail: rau@br.amnesty.org

fax: (13) 3236-7320

Caixa Postal 2516

Santos – SP CEP 11021-970

sábado, 22 de março de 2008

Manifestação pelos direitos humanos no Tibete em São Paulo - 28 de março


Clique aqui e participe em iniciativas e ações de solidariedade com o povo tibetano promovidas dentro e fora do Brasil!


Estamos tod@s convidados a participar de uma manifestação pacífica em S
ão Paulo pela liberdade e os direitos humanos no Tibete.

A manifestação acontecerá na sexta-feira, dia 28 de março, a partir das 17:00, em frente ao Consulado da China, na rua Estados Unidos, 1071 (quase na esquina com a rua Peixoto Gomide).

Levem bandeiras do Tibete e faixas e convidem seus amigos.

A manifestação tem o intuito de chamar a atenção para a situação dos tibetanos, os direitos humanos e a violência exercida pela China desde 1950!

O mundo precisa reagir e se unir para transformar este lugar em um lugar mais digno, cheio de paz e harmonia.

Participem!

quinta-feira, 20 de março de 2008

Iniciativas pelos direitos humanos no Tibete


Reunimos aqui todas as iniciativas de solidariedade com o povo tibetano promovidas ou divulgadas neste blog até agora, reafirmando nosso convite a todas as pessoas sensíveis para que adiram e a elas e as multipliquem entre seus contatos.



E-mails de protesto à Embaixada da China no Brasil: para saber mais e aderir clique aqui.


Petição para o Presidente da China, Hu Jintao: para saber mais e assinar, clique aqui.


Petição ao Comitê Olímpico Internacional: para assinar clique aqui.


Petição às Nações Unidas: para assinar clique aqui.


Manifestaç
ões pelo Tibete em São Paulo: 23 de março, clique aqui; 28 de março, clique aqui.


Vigília pelo Tibete nas casas: para saber mais, clique aqui.


Que a paz reine no mundo e todos os seres estejam livres do sofrimento!

Lama Padma Samten fala sobre o Conflito no Tibet


Queridos todos,

Nós budistas estamos aspirando que haja uma solução pacífica para os recentes conflitos no Tibete. Esses eventos me lembram os anos 60 e 70, quando nós tivemos uma repressão muito grande também aqui no Brasil. Na medida em que o governo militar estabeleceu um regime de exceção, no qual a opinião da população não importava, sempre que a população se manifestava de algum modo havia um temor, um verdadeiro medo por partes das autoridades.

Agora, quando eu vejo as notícias, quando vejo as imagens que vêm do Tibete, me vêm à mente essas lembranças. É como se eu estivesse vendo nos chineses, os militares brasileiros dos anos de 60 e 70: um regime fechado, no qual as pessoas tinham grandes dificuldades de expressar suas opiniões. Era um tempo em que falar em paz ou anistia era uma grande subversão.

Quando eu vejo os monges tibetanos, pacificamente, manifestando o que eles acham melhor par o seu país, sua cultura, seus parentes e para o budismo, eu vejo o medo dos chineses de que, repentinamente, a população ache que possa ter opiniões, possa ter idéias. Não só as populações tibetanas dentro da China, mas também outras minorias poderiam eventualmente começar a se manifestar. Eu acredito que há uma tensão desnecessária.

Vocês observem o que aconteceu no Brasil: à medida que nós fomos liberando essa veia autoritária, esse processo autoritário, isso custou susto para muitas pessoas e para os militares também, mas o Brasil melhorou. Hoje nós somos capazes de expressar nossas opiniões sem sustos. Somos capazes de viver conflitos de opinião. Chegamos até mesmo a depor um presidente, sem que houvesse realmente um rompimento da ordem pública.

Nós podíamos rezar pelos chineses, para que eles pudessem passar por esse período de tremor de forma digna. Rezar para que eles não se valessem da violência, que abandonassem esses meios negativos e que pudessem acolher. Se os tibetanos são chineses, como eles consideram, porque não podem expressar suas opiniões? Que seja permitido aos tibetanos expressar suas idéias.

Na verdade, os governos se legitimam por sua capacidade de acolher a opinião do povo e expressar isso da melhor forma. Eu acho maravilhoso que os tibetanos tenham essa coragem, tenham essa disposição de se manifestar e expressar claramente o que eles aspiram. Do mesmo modo, eu aspiro que o governo chinês manifeste a coragem de acolher, conversar sobre isso e encontrar a forma adequada de resolver essas tensões, que são, na verdade, tensões mínimas.

O movimento dos monges é um movimento pacífico. A índole do povo tibetano é pacífica. Sua Santidade, o Dalai Lama, aspira o benefício de todos os seres. Neste momento, eu gostaria de pedir a todos vocês que dediquem suas práticas e seus pensamentos à longa vida de Sua Santidade, este grande mestre budista, um mestre da Paz, independente de sua condição de monge budista, completamente respeitado por todas as tradições religiosas, prêmio Nobel da Paz em 1989. Que nós possamos ter em mente essa obra extraordinária que ele tem feito e este exemplo de grande qualidade.

Em todos esses anos, desde a anexação do Tibete pela China, ele tem desenvolvido sempre uma atitude pacífica. Ele sempre se refere às autoridades chinesas como seus amigos de amanhã. Ele não desenvolve nenhuma animosidade, nenhuma hostilidade. Para os budistas seria muito estranho desenvolvermos hostilidade em relação aos nossos adversários, porque aqueles que lutam contra nós, que nos trazem grandes dissabores, grandes desafios, são nossos professores. É isso que Sua Santidade tem nos ensinado.

Eu aspiro que não nos falte essa compreensão; que não geremos sentimentos negativos, que não tornemos nosso coração apertado e excludente. Isso seria uma tristeza para o nosso grande mestre, que é Sua Santidade, o Dalai Lama. Nós não deveríamos permitir que a ação negativa de alguns tornasse o nosso coração negativo também. A maior batalha, a maior dificuldade, se dá dentro da nossa mente, de tal modo que nós possamos nos manter estáveis, lúcidos, sempre praticando as quatro qualidades incomensuráveis de Compaixão, Amor, Alegria e Equanimidade, em todas as direções.

Agora eu vou fazer a prece das Sete Linhas, aspirando que Sua Santidade mantenha a estabilidade, que os tibetanos tenham a coragem de seguir manifestando de um modo equilibrado e pacífico as suas opiniões e conquistem um espaço em que suas opiniões importem e que as autoridades chinesas conquistem a coragem de dialogar, de entender as opiniões de seus próprios cidadãos. Peço a todos que se unam a essa prece, porque ela tem poder. Com certeza, Guru Rinpoche, o protetor do Tibete, vai ajudar a todos. Peço que os praticantes de todos os CEBBs dediquem suas práticas e façam acumulação do mantra de Guru Rinpoche, aspirando uma resolução elevada para os fatos que nós estamos vivenciando.

Muito obrigado!

Lama Padma Samten

8 de março de 2008

Viamão, Rio Grande do Sul


Prece de Sete Linhas


HUNG OR DJEN IUL DJI NUB DJANG TSAM
HUNG

Na fronteira noroeste do país de Ordjen,
PE MA GUE SAR DONG PO LA
no coração de pólen de uma flor de lótus,
IA TSEN TCHOG GUI NGÖ DRUB NIEI
Você obteve o mais excelente e maravilhoso siddhi.
PE MA DJUNG NE JEI SU DRAG
Renomado como Aquele que Nasceu do Lótus,

KOR DU KA DRO MANG PÖ KOR
você está cercado por um séquito de muitas dakinis.
TCHED TCHI DJEI SU DAG DRUB TCHI
Enquanto pratico, seguindo seus passos,
DJIN DJI LOB TCHIR JEI SU SOL
Rogo que se aproxime para conceder suas bençãos!
GURU PE MA SI DI HUNG
Ó Guru Pema, conceda-me siddhis!

Enviemos cartas de protesto à Embaixada da China no Brasil!


Pedimos a todas as pessoas sensíveis ao drama que está sendo vivenciado pelo povo tibetano que escrevam um e-mail à Embaixada da China no Brasil manifestando a sua reprovação ao tratamento dispensado pelo regime de Pequim aos que participaram dos protestos e a população em geral.

O endereço para onde enviar o e-mail é chinaemb_br@mfa.gov.cn.


Abaixo propomos um modelo de e-mail, mas cada um sinta-se livre de enviar a mensagem que quiser:

Venho por meio desta mensagem manifestar minha indignação pelo tratamento dispensado pelo Governo chinês aos tibetanos que nos últimos dias manifestaram nas ruas reivindicando direitos que lhes são negados por Pequim desde 1951.

Junto a minha voz a de milhões de pessoas pedindo que o Governo chinês cesse as prisões, torturas e mortes de tibetanos em Lhasa e em todo o Tibet e também das províncias chinesas que anexaram partes do antigo Tibet independente.

Deixo claro que todos os protestos dos quais participo ou que apóio são de natureza pacífica e objetivam um diálogo igualmente pacífico entre o Governo chinês e o Governo tibetano em exílio.

Declaro, além do mais, que apoiarei o boicote dos jogos olímpicos de 2008 em Pequim até que haja mais liberdade para o Tibet e para a própria população chinesa.

Fraternalmente,

Nome competo, endereço de e-mail, cidade e Estado



Obrigado a tod@s e que as bênçãos estejam convosco.


OM MANI PADME HUNG

Comunicado à imprensa de S. S. o Dalai Lama


Gostaria de aproveitar essa oportunidade para expressar minha gratidão aos líderes mundiais e à comunidade internacional por sua preocupação com relação aos eventos recentes no Tibet e por suas tentativas em persuadir as autoridades chinesas no exercício da moderação ao lidar com as demonstrações.

Uma vez que o Governo Chinês tem me acusado de orquestrar tais protestos no Tibet, eu clamo por uma completa investigação da parte de algum órgão respeitável, o que deve incluir representantes chineses, a fim de investigar tais alegações. Tal órgão precisará visitar o Tibet, as áreas tradicionais tibetanas fora da Região Autônoma Tibetana e também a Administração Tibetana Central aqui na Índia. De forma que a comunidade internacional, e especialmente os mais de um bilhão de chineses que não têm acesso à informação não-censurada, possam saber o que realmente está acontecendo no Tibet seria de extrema ajuda que representantes da imprensa internacional também realizassem tais investigações.

Se intencional ou não, acredito que uma forma de genocídio cultural tem lugar no Tibet, onde a identidade tibetana passa por constante ataque. Os tibetanos foram reduzidos a uma insignificante minoria em sua própria terra como resultado da imensa transferência de não-tibetanos ao Tibet. A distinta herança cultural tibetana, com sua linguagem costumes e tradições características está desaparecendo. Ao invés de trabalhar pela unificação de suas nacionalidades, o governo chinês realiza uma discriminação contra as nacionalidades minoritárias, entre elas a dos tibetanos.

É conhecimento comum que os mosteiros tibetanos, os quais constituem nossos principais lugares de saber, além de serem repositórios da cultura buddhista tibetana, têm sido severamente reduzidos em número e população. Naqueles mosteiros que ainda existem, o estudo sério do Buddhismo Tibetano não mais é permitido; de fato, mesmo a admissão em tais centros de saber é estritamente regulada. Na realidade, não há liberdade religiosa no Tibet. Mesmo um chamado por um pouco mais de liberdade torna-se um risco de ser rotulado como separatista. Nem mesmo há qualquer real autonomia no Tibet, mesmo apesar de tais liberdades básicas serem garantidas na constituição chinesa.

Acredito que as demonstrações e protesto que ocorrem agora no Tibet são uma explosão espontânea do ressentimento popular acumulado por anos de repressão em reação a autoridades que são cegas aos sentimentos do povo local. Elas erroneamente acreditam que mais medidas repressivas são o caminho para conquistar seu objetivo declarado de unidade e estabilidade a longo prazo.

De nossa parte, permanecemos compromissados em seguir a abordagem do Caminho do Meio e buscar um processo de diálogo a fim de encontrar uma solução mutuamente benéfica para a questão tibetana.

Com tais pontos em mente, busco também o apoio da comunidade internacional em nossos esforços para resolver os problemas do Tibet por meio do diálogo, e incentivo que clamem às lideranças chinesas para que exerçam a máxima moderação em lidar com a situação turbulenta atual e tratem aqueles que têm sido presos de maneira apropriada e justa.


Dalai Lama


Dharamsala, 18 de março de 2008


Fonte: Comunidade Buddhista Nalanda


Para ler a mensagem original em inglês,
clique aqui.


Poste um
comentário e divida seu insight e suas considerações sobre o texto.

terça-feira, 18 de março de 2008

DIREITOS HUMANOS NO TIBETE - AÇÃO DIRETA


Mais petições que convidamos-lhes a assinar para pedir o fim da brutal repressão chinesa no Tibet, o respeito dos direitos humanos por parte de Pequim e o diálogo com os tibetanos:


Petição ao Comitê Olímpico Internacional: clique aqui.


Petição às Nações Unidas: clique aqui.


Que as bênçãos estejam convosco!


OM MANI PADME HUNG

DIREITOS HUMANOS NO TIBETE - AÇÃO DIRETA


Assine esta petição para o Presidente da China, Hu Jintao, pedindo o respeito dos direitos humanos no Tibete e o diálogo de Pequim com o povo tibetano!


A organização-não-governamental internacional Avaaz está lançando uma petição, que conta já com milhares de assinaturas, que será enviada em breve para o Presidente da China, Hu Jintao. Convida aqueles que são sensíveis ao sofrimento dos tibetanos e ao sofrimento humano em geral a assinarem a petição, que pede ao governo chinês o respeito dos direitos humanos em sua resposta aos protestos no Tibete e a abertura de um diálogo com os tibetanos.


Eis o texto da petição:


Petição para o Presidente chinês Hu Jintao:


Como cidadãos do mundo, nós o convidamos a mostrar controle e respeito pelos direitos humanos em sua resposta aos protestos no Tibete, e a tratar do que interessa a todos os tibetanos através de um diálogo aberto com o Dalai Lama. Apenas o diálogo e a reforma trarão a estabilidade definitiva. O futuro mais promissor da China, assim como sua relação mais positiva com o mundo, jaz no desenvolvimento harmônico, no diálogo e no respeito.


Para assinar a petiç
ão, clique aqui.


Texto original da petição em inglês:


Petition to Chinese President Hu Jintao:


As citizens around the world, we call on you to show restraint and respect for human rights in your response to the protests in Tibet, and to address the concerns of all Tibetans by opening meaningful dialogue with the Dalai Lama. Only dialogue and reform will bring lasting stability. China's brightest future, and its most positive relationship with the world, lies in harmonious development, dialogue and respect


Para assinar a petiç
ão original em inglês, clique aqui.


Obrigado a tod@s e que as bênçãos estejam convosco.


OM MANI PADME HUNG


Fonte: Paulo Stekel (Pema Dorje), membro da Rede Brasileira de Budistas Engajados

Relato de uma residente em Dharamsala


Uma visão geral da situação tibetana dentro e fora do Tibete

16/03/2008


McLeod Ganj (o quarteirão tibetano em Dharamsala) está fervendo. Eu vivo a 200 metros do templo principal, o qual , nesses últimos dias , tem sido o maior foco para as protestos aqui. As ondas das emoções que variam de alegria, cantos e gritos de lamentos e 'slogans', que podem ser ouvidos do meu quarto. Na rua em frente ao templo uns quarenta tibetanos estão em greve de fome, esperamos, porém que não cheguem até a morte. Cem daqueles que planejavam marchar de Dharamsala a Lhasa, foram detidos antes que chegassem à fronteria do estado do Himachal Pradesh com o estado do Punjab. Eles estão sendo detidos por quatorze dias porque recusam de assinar um papel no qual eles juram que abandonarão a marcha.

Ontem - dia 16/03 - um grupo de duzentos sairam em marcha de Macleod Ganj para cercar a prisão onde seus companheiros estão detidos. Este grupo se transformou em uma multidão de mais de três mill dos tibetanos que vivem aqui. E até hoje mesmo muitos outros estão dispostos a fazer o mesmo. Todas as lojas, restaurantes e tudo aquilo que diz respeitos aos tibetanos estão fechadas. Em Delhi a poucos dias atrás uns cinqüenta protestantes também foram presos.

Eu há pouco vim do templo onde a Sua Santidade o Dalai Lama deu uma entrevista coletiva - jornalistas da BBC, CNN, de meios da Alemanha, Japão e outros pa
íses estavam presentes. Só aqueles jornalistas da imprensa puderam participar da coletiva. Tibete: Os chineses dizem que dez pessoas morreram. Mas a mídia noticiou uns trinta, a dois dias atrás. Ontem contavam oitenta corpos. Mas aqui as vozes que chegam dizem que são mais de cem. A tendência é só subir. O governo chinês pediu que os manifestantes se rendam antes da meia-noite de segunda-feira 17/03 - se eles desafiarem, ao invés do 'tratamento severo' receberão uma 'moderada' punição. Seríamos hipócritas em acreditar nisso. Os manifestantes sabem o que exatamente se espera. Mas não eles esperam render. Os chineses os bloquearam em um quarterão velho da cidade. Ainda não é claro como começou a violência. Relatórios de tibetanos em Lhasa, por celulares, dizem que as manifestações começaram pacificamente por alguns monjes mas foram reprimidas pelas forças chinesas com força brutal. Isto fez com que as manifestações aumentassem, envolvendo pessoas leigas e eventualmente algum tibetano, lançando pedras e queimando edifícios etc. Quase todas as imagens e notícias vêm de Lhasa, com lojas quebradas e queimando. Todavia isto parece ser mais uma tentativa, chinesa de retratar os tibetanos como agitadores e 'terroristas separadores.'

O que as novas imagens das notícias não mostram é a sua ação severa. Relatórios nos chegam através de celulares dos tibetanos na capital de Lhasa dizendo que grandes números de manifestantes ainda inconscientes devido a um tipo de gás lançado, foram levados nos caminhões dos exército para lugar ignorado. Outros relatórios contam de pessoas sendo mortas e seus corpos sendo jogados fora. Embora a atenção da mídia esteja concentrada em Lhasa, os tibetanos em todas as outras três regiões do Tibete (Utsang, Kham e Amdo), tambem fazem demonstrações com milhares de participantes em Tau, Kandze, Lithang, Labrang Tashikyil e Penpo. Em Amdo Ngawa até mesmo 12,000 pessoas se levantaram em demostração de protesto. Na Província de Gansu, os estudantes de uma universidade também se ergueram em manifestação. Em todos os lugares o exército chinês respondeu, a estas demonstrações pacíficas de forma brutal, matando um número de pessoas ainda não confirmado.

Tudo isso são só relatórios, o que realmente está acontecendo nesse momento em Lhasa e nas outras províncias do Tibet é muito dificil de ser efetivamente constatado. O Dalai Lama e o Governo chinês: O governo chinês diz que as demonstrações foram 'habilmente planejadas pelo Dalai e seu grupo exclusivo'. O Dalai Lama desmentiu tudo isso publicamente e temos toda razão para acreditar nele. Ele lamentou profundamente pelas perdas das vidas que estão ocorrendo não pode encorajar as ações que custem as vidas de outros seres. Por isso é inverossímil, dizer que as manifestações foram coordenadas por ele, como os chineses estão proclamando. É muito mais plausível, e de acordo com aquilo que eu conheço dos tibetanos, que eles tenham começado com demonstrações pacíficas espontâneas aproveitando essa oportunidade das Olimpíadas em Beijim, onde o mundo inteiro esta aí focalizado, para fazer a causa do Tibet se tornar em uma causa de interesse mundial, tais demonstrações ganharam impulso e geraram eventos semelhantes em outros lugares.

A intensidade que nós estamos vendo, é uma explosão de frustração retida por cinco décadas, um ressentimento por serem oprimidos por um regime que não dá liberdade de expressão, religião e cultura, e não o produto de um 'esquema do clã do Dalai.' Os tibetanos sentem entristecidos e com toda razão. As atrocidades que vem acontecendo a mais de 60 anos são muitas e variadas não reveladas aos olhos do mundo. Entretanto aqui não é o lugar para entrar em detalhes. Embora seja verdade que o Dalai Lama tenha se recusado a pedir que parassem as manifestações, não foi porque ele desejasse causar algum dano aos chineses ou encorajasse a violência. E sim por que nesses últimos dias ele recebeu telefonemas de Tibetanos suplicarando a ele que não lhes pedisse para suspender as suas manifestações. Os tibetanos querem exercitar os seus básicos direitos humanos de expressão. Durante anos o povo tibetano foi atormentado por um sentimento de inutilidade, de querer melhorar as condições na sua própria pátria sem o menor resultado. Agora, eles acham que têm uma oportunidade para fazer algo que poderia trazer a atenção do mundo à situação do Tibet. Qualquer que seja o resultado mesmo seja se unindo em uma marcha, a sensação de estar contribuindo pessoalmente com algo, dá esperança e coragem as pessoas. Considerando que não fazendo nada somos conduzidos à desesperança e a frustração. Se no caso o Dalai Lama pedir pedir aos tibetanos que parem com as manifestações , eles se sentiriam devastados, porque eles o respeitam acima de qualquer outra coisa e não querem contradizer os seus desejos expressos. Mas os tibetanos, e principalemente a nova geração, sente a necessidade de agir, e agir agora. Muitos tibetanos me disseram, "Como eu não posso simplesmente fazer nada enquando meus irmãos e irmãs estão no Tibet arriscando as suas próprias vidas pela nossa pátria? Nós temos uma responsabilidade para os apoiar, não só em pensamento, mas também em palavra e ação."

As demonstrações começaram no dia 10 de Março que é o 49º aniversário da insurreição falhada contra o chinês após o qual a Sua Santidade fugiu do Tibete para a Índia. É uma data que trás emoções dolorosas para os tibetanos. E eles sabem que o mundo está vendo a China na corrida até as Olimpíadas. Estes dois, o aniversário da rebelião e a chegada das Olimpíadas, proporcionaram às pessoas um catalisador. Por favor lembrem que o tibetanos não são hipócritas. Embora não se poderia esperar tal reação de povo nômade e comerciante, eles são politicamente astutos. Eles tiveram que sobreviver sob um regime comunista. E ainda, considerando que em outro lugar tal astúcia combinada ao egoísmo poderia ter conduzido à colaboração. Ao contrário em geral, os tibetanos resistiram à ideologia comunista chinesa e à sua propaganda. Eu atribuo isso à força de caráter e cultura desse povo. Embora quieto durante relativamente muito tempo, eles esperaram pacientemente o momento apropriado de agir. Esses são os fatos até onde se pode averiguar.

Quanto a minha opinião. Eu me senti devastada e com lágrimas nos olhos quando eu vi os primeiros relatórios na BBC. Enquanto os meus amigos (monges tibetanos) asseguraram que o que nós estamos vendo era bom. Apesar de ser um erro e queimar as lojas fosse algo que eles não devessem ter feito... eles fizeram, e os outros notarão... Eles estão frustrados pelo jeito em que a Comunidade Mundial até hoje não fez nada mais para garantir a paz e liberdade pessoal no Tibet. Eles querem a expressão do mundo e seu apoio. Os tibetanos acham (como eu também) que esta é uma hora crítica.

O Dalai Lama tem 73 anos. Com as Olimpíadas em Beijing, o mundo pode ter alguma influência sobre China. Pode ser um tipo de idealismo (eu não direi ingenuidade) esperar que, por uma vez, o mundo coloque suas preocupações humanitárias e éticas à frente do lado econômico. Se não agora, então quando? Eu não espero que a situação possa ser resolvida logo. Haverão incidentes relacionados às Olimpíadas. As Olimpíadas devem prosseguir, porque o mundo estará lá para testemunhar. Embora possa aparecer firme, O governo chinês, é frágil por essa razão que é obrigado a usar meios brutais e medo. Eles não têm nenhuma consideração pelos sentimentos e mentes das pessoas. O que aconteceu na Europa oriental é ligado ao que eventualmente pode acontecer na China. Ou seja, eu não estou predizendo a queda iminente do regime comunista chinês. Eu só pretendo insinuar que essa agitação é difundida e sentida profundamente. Não só no Tibet mas através de toda China. Vamos esperar que estas manifestações tragam frutos positivos, sejam para os tibetanos, para os chineses e para o mundo. Eu peço a vocês que leiam, assistam ou escutem o que a Sua Santidade o Dalai Lama diz. Ele é prático, sábio e acima de tudo compassivo. Ele não é nenhum estadista ordinário e a resposta dele seguramente será um testamento da originalidade do seu pensamento.

Beatriz Bispo – Dharamsala, India



Fonte: Blog Grupo de Apoio ao Tibete (Portugal)



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